Visita ao maior ‘laboratório’ de dados da Europa

No Imperial College de Londres, que se esconde o maior ‘lab’ de visualização do Velho Continente.
Em um laboratório totalmente às escuras do Imperial College de Londres, uma imagem de um globo terrestre gira através de uma série de telas em alta definição. O balão está cheio de linhas de cores que surgem nas cidades e os países.
O globo mostra de forma muito sofisticada, o volume e a localização em tempo real das transações de bitcoin (o sistema internacional de pagamento electrónico encriptado). À direita do globo, nos próximos 12 monitores, encontra-se um círculo cheio de pontos azuis e amarelos que se unem por meio de linhas.
A figura que formam os pontos é semelhante à forma como as bactérias quando está olhando através de um microscópio. No entanto, representam as transações monetárias que estão sendo feitos de forma simultânea em todo o planeta. David Birch, responsável da equipa de visualização de dados do Data Science Institute, aponta para um dos monitores e comenta que “na tela, você pode ter agora mesmo us $ 4 milhões em bitcoins”.
KPMG: “Todo mundo fala de ‘big data’, mas apenas se conhece o que se pode fazer com ele.”
O painel oferece uma vista de 313 graus, com forma de meia lua, através de 64 telas. Os cientistas que criaram o observatório acreditam que este painel é o maior da Europa, mas não do mundo. A maioria das universidades contam com painéis deste tipo.
O grande tamanho do observatório (com um diâmetro interno de 6 metros e uma altura de 2,53 metros) permite que se detecte mais facilmente os detalhes dos dados. Além disso, os analistas pode investigar as tendências em grande escala e os pequenos detalhes de forma simultânea.
Dados
Outros pesquisadores, empresários e governos fornecem seus dados para o observatório, com a esperança de conseguir alguma informação sobre os resultados da análise. O Metrô de Xangai, foi um dos primeiros a colaborar com o Imperial College.
Em 2015, o presidente chinês Xi Jinping visitou o laboratório. Os pesquisadores simularam uma interrupção do serviço e mostraram ao presidente quais seriam as conseqüências temporais e a longo prazo, uma informação muito útil para que os engenheiros possam melhorar as infra-estruturas urbanas. “Todo mundo fala de big data, mas apenas se conhece o que se pode fazer com ele”, declara Mark Kennedy, diretor do centro de pesquisa da KPMG e o Imperial.
Esta é o vazio que os pesquisadores do Imperial querem cobrir. Os pesquisadores não indagam se as empresas utilizam seus resultados para melhorar. Não obstante, Yike Guo, fundador e diretor do Data Science Institute, acredita que se tomaram medidas no Metrô de Xangai. “O presidente ficou impressionado com o que viu”, acrescenta o diretor.

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