Taiwan busca as pequenas e médias empresas para desenvolver setores emergentes

Apesar de seu confronto com o grande gigante asiático, Taiwan é um dos países com maior PIB do mundo, que agora enfrenta novos desafios, como o desenvolvimento de sectores de ponta.
A ilha de Taiwan alcançou relevo internacional quando, em 1949, tornou-se o refúgio das forças nacionalistas chinesas que tinham acabado de perder a guerra civil contra as forças comunistas de Mao tsé-tung. Desde então, oficialmente chamada de República da China tem sobrevivido à sombra do gigante asiático, graças ao amparo dos Estados Unidos.
Sua complicada situação geopolítica não tem sido obstáculo para o desenvolvimento de uma economia fortemente voltada para a exportação e baseada no desenvolvimento de produtos de alta tecnologia. Isto permitiu que Taiwan seja atualmente, de acordo com o CIA World Factbook, o 22º país do mundo com maior PIB em paridade de poder de compra. Para manter as boas perspectivas de futuro, uma vez que normaliza as relações com a China, o Governo prioriza o desenvolvimento de seis indústrias emergentes: biotecnologia, energias verdes, petroquímica e maquinaria, defesa, agricultura industrializada e TIC.
Esta iniciativa abre novas oportunidades de negócio para as pequenas e médias empresas espanholas, que apesar da tendência positiva dos últimos anos, ainda têm uma presença relativamente reduzida no país. A principal exceção são alguns produtos de alimentação -como o vinho, o presunto ou o óleo – que ocupam uma posição de liderança no mercado. Uma das principais vantagens para a exportação são os baixos impostos, uma vez que o tipo médio é atualmente de 6%, uma percentagem inferior ao da maioria dos países de seu entorno. No entanto, as formalidades aduaneiras costumam ser complexos, por isso é importante contar com a ajuda de um parceiro local, que normalmente é o próprio distribuidor.
O Governo de taiwan também tem impulsionado várias medidas com o objetivo de atrair o investimento estrangeiro. Entre elas, destacam-se os créditos fiscais para compensar a despesa em I D, os incentivos para o desenvolvimento de alguns setores-chave -biotecnologia, indústria farmacêutica ou de infra-estruturas – e a isenção tributária das seis zonas de livre comércio que existem no país.
Os impostos em Taiwan são relativamente baixos, pois o tributo de Sociedades tem dois troços do 0% e 17%, enquanto que o IVA é de 5%. O principal problema para as empresas espanholas é a ausência de um convênio entre os dois países para evitar a dupla tributação sobre os lucros obtidos.
Pontualidade rigorosa
A pontualidade é uma das qualidades mais valorizadas pelos taiwan, pelo que haverá que prestar especial atenção para chegar a tempo para as reuniões e cumprir com os prazos de entrega. Durante as conversas, a distância pessoal próxima e costuma ter contato direto, a menos que se trate de membros de sexo diferente. É comum que ocorra uma negociação durante a negociação, mas há que ter cuidado para não dar uma resposta muito direta. Por último, quando recebe um presente, deve rejeitá-lo, inicialmente, antes de aceitar.
Vila Oliva: “É um mercado que valoriza a qualidade”

A pme jienense Vila Oliva começou a exportar seus óleos de oliva em Taiwan, em 2015, através de um pequeno importador, mas pouco depois conseguiu incorporar seus produtos a uma importante cadeia de supermercados. Ângela Silva, responsável pelo departamento de exportação da empresa, lembra que o mais difícil foi “estabelecer uma relação de confiança com o comprador e adequar-se às exigências legais”. No entanto, acrescenta, “é um mercado que valoriza a qualidade e, no que se podem defender margens adequadas a venda do produto”. Atualmente, a empresa fatura no país 150.000 euros por ano, que representam uma décima parte de suas receitas de exportação.

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