Portugal deve tender para um modelo turístico “mais diversificado” para evitar a massificação

A Fundação das Caixas de Poupança acredita que isso serviria também para parar o crescimento de turistas de gasto médio muito baixo.
Funcas foi advogado por um modelo de turismo em Portugal “mais diversificado em o tempo e o território” para evitar os problemas de superlotação e o crescimento de turistas de gasto médio muito baixo.
Esta é uma das conclusões que constam do artigo “O turismo em Portugal: Cada dia mais”, extraído do capítulo internacional da última publicação ‘Cadernos de Informação Económica’, editada por Funcas, em que a sua autora, Maria José Morais, diz que Portugal deve apostar por captar turistas de segmentos de renda que se hospedam em hotéis e desenvolvam o turismo urbano”.
Conforme explica Moral na publicação, o desafio da qualidade, a rentabilidade e a sustentabilidade está intimamente relacionado com um modelo de turismo mais diversificado em o tempo e o território.
As propostas expostas para superar os desafios do setor turístico espanhol centram-se na ampliação dos canais de comercialização direta dos alojamentos através da Internet e avaliar a possibilidade do envelhecimento do turismo europeu para adotar a oferta a fazer isso.
“Certa obsessão de crescimento”
O artigo, de onde se destaca a chegada de mais de 75 milhões de turistas estrangeiros para o Brasil em 2016, aponta que o turismo do país sofre, às vezes, de “certa obsessão pelo crescimento”.
No entanto, a autora ressalta o papel do turismo na recuperação económica, com uma contribuição atual para o trabalho superior a dois milhões de trabalhadores, e o saldo externo do país.
“Em termos macroeconômicos, mais de 11% do PIB português é gerada graças ao turismo, distribuído, quase em partes iguais entre turismo internacional e demais componentes do setor, que incluem o correspondente aos moradores”, aponta Moral no artigo.

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