Os embargos sobre casas comuns caem 30,6 % no primeiro trimestre do ano

As execuções de hipotecas (ou arresto de um imóvel para venda) após o não pagamento de um crédito para uma moradia habitual diminuíram 30,6 % no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2016, até atingir 4.274.
Este tipo de embargos foram reduzidos, além disso, um 7,7 % na taxa anual, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, desde o último trimestre do ano passado.
O número total de casas-comuns e de outro tipo – que foram objeto de uma execução hipotecária foi de 5.530, um 30,1 % menos que um ano antes, e 8,9 % a menos que no último trimestre de 2016.
No total, entre janeiro e março, foram registrados um total de 17.000 certificações por execução hipotecária, o que representa 12,1 % menos que um ano antes.
Essas 17.000, receberam 16.169 correspondiam às fazendas urbanas, 11,1 % a menos, e 831 à rústicas, um 28,1 % menos.
As execuções de hipotecas sobre imóveis concentram o 53,8% do total de execuções de hipotecas no primeiro trimestre: um 25,1 % do total de execuções de hipotecas são casas habituais de pessoas físicas, um 21,3 % correspondem a casas de pessoas jurídicas, e 7,4 % restantes a outras casas.
Tomando como referência o total de alojamentos familiares existentes em Portugal no primeiro trimestre do ano, 18,5 milhões de acordo com o INE, 0,02 %iniciaram uma execução hipotecária nesse período.
Por sua parte, as execuções de hipotecas de outras fazendas urbanas (locais, garagens, escritórios, armazém, armazéns, edifícios destinados a habitação, outros edifícios e aproveitamentos urbanísticos) representam 37,1 % do total.
Quanto ao estado das propriedades hipotecadas, 12,6 % foram sobre novas casas, que caiu 23,2 %, e um 87,4 % sobre usadas, que fizeram um 18,5 %.
O INE destaca em sua nota que um 55,2 % das execuções iniciadas sobre casas corresponde às hipotecas constituídas entre os anos de 2005 e 2008.
Discriminados os dados por comunidades autónomas, as que apresentam maior número de execuções hipotecárias são Andaluzia (4.768), Valencia (2.968) e Catalunha (2.598), em tanto que Navarra (96), Cantabria (102) e La Rioja (103) registam o menor número.
Se se tiver em conta apenas os embargos de casas, Andaluzia (2.661), Valencia (1.588) e Catalunha (1.483) apresentam também o maior número de execuções.
E La Rioja, Navarra e país basco (ambos com 67) e o País Basco (79), os menores.

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