Orey Financial acredita que Bankia não comprará Popular antes de um resgate

Considera-se que não haverá bônus se ocorre uma operação corporativa
É difícil que os acionistas Popular dar o visto bom a um aumento de capital ou a uma compra, não haverá fusão com Bankia, pelo menos de momento e se Popular fora comprado a operação não teria prima. Essas são as três grandes conclusões de Borja Loiro, ‘head of brokerage’ Orey Financial, em Espanha, após o extraordinário queda de 18% sofrido por citações Popular de quinta-feira.
Loiro lembre-se que Bankia e o Santander se perfilam como possíveis salvadores do Banco Popular, mas garante que “descartamos de imediato, uma operação de fusão com Bankia, a não ser que o banco seja aprovada. Do ponto de vista de Londrina, Popular seria um ativo que lhe daria mais quota a nível nacional, mas tudo vai depender do preço que se possa pagar na operação”.
Orey acredita que “tudo o que for pagar mais de 0,5 – 0,6 vezes o seu valor em livros, nos parece elevado. Em qualquer caso, se se desse uma operação corporativa, não acreditamos que apresente uma prima”, tal como avançou ontem Loiro em um Encontro Digital que manteve com os leitores Expansión.com. Em qualquer caso Borja Loiro acredita que diante da situação que atravessa o banco “está pegando força a idéia de que sofra algum tipo de intervenção por parte das instituições europeias, pois uma nova imagem de capital ou de uma oferta de compra por uma outra entidade (baixo) seria difícil que tivesse a aprovação dos acionistas atuais”.
Loiro considera-se que o tamanho de uma potencial imagem pode chegar a 6.000 milhões de euros para elevar o CET1 de 7,3% para 12%, e o rácio de cobertura do NPA, para 51%. O número é quase três vezes superior ao atual valor de mercado Popular e supera a estimativas de outras empresas, que até agora tinham calculado o valor de um possível alargamento em 4.000 milhões de euros.
Orey acredita que “os investidores que estão dentro Popular deveriam manter posições”. Pelo contrário, garante que aqueles que entrem o valor “devem ter controlado muito bem o risco que se pretende assumir, pela elevada volatilidade a que está submetido”.

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