O IPC fica em maio, em 1,9%, sete décimos a menos do que em abril

O IPC fica em maio, em uma taxa homóloga de 1,9%, sete décimos a menos em relação a abril, a menor inflação dos combustíveis e os preços turísticos.
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de maio fica em 1,9% em maio em comparação com a taxa homóloga de 2,6% no passado mês de abril, de acordo com o ponto de antecedência hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que não se confirmará até o próximo dia 13 de junho.
O recorte de sete décimos da taxa homóloga deixa o IPC no seu nível mais baixo desde dezembro do ano passado (1,6%) e também é reduzido em 0,1% em maio em relação ao mês anterior, para efeito do barateamento dos combustíveis e dos pacotes turísticos após a Semana Santa.
O preço da gasolina caiu durante boa parte do mês de maio, apesar de na última semana registrou um aumento de 0,3%, semelhante ao experimentado pelo gasóleo, segundo dados recolhidos pela Europa Press, a partir do Boletim do Petróleo da União Europeia (UE).
Em concreto, de acordo com os dados do último Boletim de Petróleo, o preço médio do litro de gasolina era de 1,21 euros, 2,1% abaixo dos níveis de janeiro, enquanto que o preço do litro de gasóleo, usado por mais de 70% do parque automóvel, ronda os 1,082 euros e custa 4% menos que em janeiro.
A inflação vai continuar em positivo, mas moderándose
O IPC homóloga iniciou o ano em 3%, a taxa mais alta desde outubro de 2012. Em fevereiro, repetiu-se o mesmo percentual, mas em março, pela primeira vez em sete meses, a inflação se recortóal 2,3%. Em abril voltou a subir, até 2,6%, e agora em maio caiu até 1,9%, o que significa que a compra é, hoje, 1,9% mais cara do que há um ano.
A de maio é a nona taxa positiva que acorrenta o IPC homóloga após oito meses em negativo, embora o dado de maio, está abaixo dos aumentos homólogas de 3% com os que começou o ano. O dado de IPC de maio confirma que esta elevada subida de janeiro e fevereiro “era transitória”, disse hoje a secretária de Estado de Economia, Irene Garrido.
“O comportamento que tem experimentado a inflação nos primeiros meses do ano, quando atingiu 3 %, deveu-se a um “efeito base”, explicou hoje, antes de inaugurar o décimo terceiro Fórum de Empresas de Média Capitalização. “A uma subida dos preços dos combustíveis nos primeiros meses de 2017 juntou-se uma descida muito acentuada destes componentes nos mesmos meses do ano passado”.
Segundo as previsões que segura a Economia, a inflação irá convergir para os próximos meses para a taxa de inflação subjacente, que não tem em conta os alimentos frescos, nem energia, e que em abril situou-se em 1,2%.
As estimativas do Banco de Portugal (BdE) prevêem que os preços continuarão moderándose o resto do ano, até uma média de 2,2%, em 2017, de 1,4%, em 2018, e em 1,6% em 2019.

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