O Governo brasileiro estuda novas privatizações de aeroportos para 2018

O presidente brasileiro, Michel Temer, participa nesta terça-feira pela primeira vez em um ato público com grandes investidores quase duas semanas depois do surto de um escândalo que colocou contra as cordas.
O Governo brasileiro estuda novas privatizações de aeroportos para o próximo ano, anunciou hoje o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, depois de reunir-se com empresários estrangeiros.
Quintella e o presidente do Brasil, Michel Temer, recebeu das empresas estrangeiras que, no passado mês de março e venceram a última leilão para operar os aeroportos de quatro capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza.
Os grupos que ganharam o leilão de concessão dos aeroportos foram o francês Vinci, a alemã Fraport e o suíço Zurich.
De acordo com o ministro, Temer transmitiu-a aos empresários a sua confiança na melhora da economia brasileira, que está mergulhada em uma profunda crise após ligar dois anos consecutivos, com uma forte queda do PIB, e lhes se acalmou sobre a crise política que vive o país.
“O Brasil está cumprindo a sua agenda, uma agenda que está saindo bem”, afirmou o ministro, que descartou uma redução de investimentos no país por causa da crise.
O presidente brasileiro participa nesta terça-feira pela primeira vez em um ato público com grandes investidores quase duas semanas depois do surto de um escândalo que lhe foi deixado contra as cordas.
Temer enviará aos investidores uma mensagem de otimismo sobre a economia e reforçar a ideia de que “o Brasil está preparado para receber investimentos depois de deixar para trás a pior crise de sua história”, segundo um comunicado enviado hoje pelo palácio do Planalto.
O governante divulgou nesta terça-feira em São Paulo o Fórum de Investimentos para o Brasil, em que está previsto que participem investidores de 42 países e de 22 setores econômicos, assim como líderes políticos e autoridades locais.
De acordo com o Governo, Temer e seus ministros repasarán a agenda econômica impulsionada no último ano, que está centrada em uma controversas reformas que incluem a modificação das leis trabalhistas e do sistema de pensões. Essas reformas podem sofrer atrasos ou até mesmo ser assistida no Congresso por causa da crise política brasileira.
A situação política do país se complicou depois que o Supremo abrisse uma investigação contra Temer por crimes de corrupção e obstrução da justiça, em base a uma confissão feita por um empresário.

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