O FMI dispõe de mais tempo para os credores da Grécia para que aceitem o alívio da dívida

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, foi caracterizado em uma entrevista no jornal “o handelsblatt” mais tempo para os credores da Grécia para que acessem o alívio da dívida helena que exige para dar o seu contributo para o resgate.
A oferta de compra de algum tempo e está dirigido especialmente a Alemanha, que quer a todo custo evitar um novo debate sobre a Grécia, antes das eleições de outono, mas não resolve o fundo da disputa que mantêm o FMI e Berlim, em torno do terceiro resgate grego, até 86.000 milhões de euros, desde há meses.
“Se os credores ainda não estão disponíveis neste momento de alinhar-se com as nossas hipóteses, se precisam de mais tempo para chegar a esse ponto, podemos reconhecer isso e dar um pouco mais de tempo”, afirmou Lagarde, em entrevista.
Desta forma, prossegue a diretora-gerente do FMI, a instituição pode estar no programa, encontrando-se ao Governo alemão, que pressionou desde o primeiro momento em que o terceiro resgate heleno também estivesse presente a instituição multilateral.
Não obstante, acrescentou Lagarde, o pagamento de parte do resgate correspondente ao FMI “só terá lugar, uma vez que a reestruturação da dívida esteja claramente articulada por os credores”.
Situação insustentável
Isto é, que a instituição mantém o seu critério de que a dívida grega, que equivale atualmente a 180% do produto interno bruto (PIB), é insustentável e que a pressão financeira sobre Atenas deve ser diminuído.
“Nossa conclusão, com total integridade intelectual é que o alívio da dívida é necessário”, disse a diretora-gerente do FMI.
Este alívio, para a instituição monetária, “não implica uma remove”, mas sim “extensões significativas” dos períodos de maturação da dívida helena ou atrasos no pagamento de juros, explicou Lagarde.
A proposta pode evitar que a questão grega irrumpa na campanha eleitoral da Alemanha, que celebra eleições gerais no dia 24 de setembro, mas não ataca o cerne da disputa que mantêm há meses, o FMI e os credores, que tem impedido o fechamento da segunda revisão do resgate, apesar de que Atenas aplicou todas as reformas exigidas.
A instituição dirigida por christine Lagarde defende que a dívida grega vai explodir se não se concede ao Governo grego um maior alívio e pede aos europeus especificar como baixar a Atenas, enquanto que em Bruxelas e, em particular, Berlim, negam-se a qualquer tipo de tira e se agarram ao acordado em 2016, quando se ajustou-se que a reestruturação estabeleceria só no final do resgate, e se era necessária.

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