Gastão celebra a descida do desemprego registado, mas exige a redução da “abusiva” temporalidade

A conselheira de Economia, Indústria e Emprego do Governo de Aragão, Marta Gastón, manifestou sua “satisfação” com a redução do número de pessoas inscritas nos escritórios do Inaem o passado mês de maio.
Em declarações aos meios de comunicação, Gastão diz que “o registro deste mês é histórico”, embora, em maio, sempre baixa o desemprego, sublinhando que Aragão está à cabeça da queda homóloga do desemprego em termos regionais, “sem dúvida”, o que dá um plus de satisfação”.
Sublinhou que o desemprego está descendo em Aragão durante os últimos 23 meses a dois dígitos, supondo uma redução de 25,1% desde que começou a legislatura, em julho de 2015. “Numericamente, nós estamos falando de dados importantes”, salientou.
O titular de Emprego fez notar que a queda mom do número de desempregados registados, em 4.760 pessoas, “é relevante”, já que é o segundo maior declínio de toda a série histórica.
Além disso, continuou, o desemprego baixa, em todas as províncias e em conjunto dos setores produtivos em duplo dígito, incluindo o coletivo de pessoas sem emprego anterior, mas especialmente caiu na agricultura, construção civil e indústria.
O número de desempregados que há mais de 365 dias, em situação de desemprego sofreu uma redução “relevante”, do 18,36%, contabilizando-se 792 pessoas menos neste grupo em relação ao mês de abril e 6.205 no último ano.
Quanto à filiação à previdência Social, de um mês para o outro cresceu 2,5% e a variação homóloga foi de 4,6%, o que representa o maior aumento desde 2007, os dados acima nacionais, 1,2% mom e 3,9% ao ano. “Estamos satisfeitos com a comparação de todos os fornecedores”.
Recuperação
No entanto, lamentou, a contratação por tempo indeterminado, representou 8% do total, de forma que Aragão “segue o padrão” de todas as comunidades autônomas “e a satisfação não pode ser completa”.
Manifestou que os dados macro apontam, de forma estável, que Aragão está em uma fase de “recuperação” e “precisamos verificar que a recuperação acaba chegando a economia real”, pelo que as empresas que estão aumentando seus benefícios devem ver-se como “um imperativo” aumentar o número de contratos indefinidos e, simultaneamente, aumentar os salários, enfatizando que a estabilidade e a melhoria do nível de compra contribuem para a saída da crise.
Por último, Marta Gastão indicou que, uma vez entraram em vigor os Orçamentos da Comunidade Autónoma para 2017, o Governo regional está preparado para dar saída aos convites à apresentação do plano de melhoria de trabalho elaborado juntamente com os agentes sociais, que se orienta especialmente aos grupos mais vulneráveis, como os desempregados de longa duração, os jovens, os maiores de 45 anos e as mulheres.

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