De la Serna chama os estivadores a negociar para evitar novas greves

Adverte que os paros podem resultar em desvios de rota “permanentes”.
O ministro de Fomento, Íñigo de la Serna, foi chamado nesta terça-feira a patronais e sindicatos de estiva, a voltar a sentar-se a negociar para evitar a segunda jornada de greve que está convocada para esta quarta-feira, e o resto de paros convocados.
“Gostaríamos que estão sentados hoje mesmo e não se levantarão até chegar a um acordo. Isso evitaria a jornada de greve agendada para amanhã”, declarou De la Serna, após inaugurar o Salão Internacional de Logística e Manutenção (SIL 2017) de Barcelona.
O ministro manifestou a sua satisfação pelo que a primeira jornada de greve de estivadores, de segunda-feira, transcurriera sem incidentes, mas advertiu de seu impacto econômico.
“Celebro que não ocorram incidentes, mas insisto em que ocorre um grave dano para a economia do país”, afirmou, para acrescentar que esta segunda-feira, diversas empresas se viram obrigadas a derivar seus tráfegos para as portas de fora de Portugal para levar a cabo a sua actividade.
Por isso, o ministro foi avisado de que, se a greve se prolonga, existe o risco de que esse desvio de rota seja permanente e as empresas optem por outros portos, para se estabelecer”.
Da Silva reiterou assim, é imprescindível que as partes se sentem para negociar e tentem chegar a um acordo. “Não é bom para abrir o canal do diálogo que se exerçam pressões com uma greve porque gera tensão”, alertou.
O ministrou descartou que a Promoção vá para agir de mediador entre sindicatos e patronato da estiva, ao garantir que o Governo já fez a sua função com a aprovação do Decreto Real que acompanha o Decreto-Lei de reforma da estiva, que prevê ajudas para a manutenção do emprego e que tinha como objetivo evitar a sanção da UE.
Calendário de greves
No momento, o calendário de paros convocado pelos sindicatos do ramo (Coordenadora de Trabalhadores do Mar, CC.OO., UGT, CIG e CGT) prevê outros dois dias esta semana, amanhã quarta-feira e sexta-feira e, no caso de que o conflito não é solvente, novas greves para as próximas duas semanas.
O conflito aberto na estiva já foi prolongado por quatro meses e tem sua causa na reforma do sector de acordo com a normativa europeia, evitar uma multa da UE e melhorar a competitividade dos portos. Embora o Governo já aprovou o Decreto-Lei de reforma, em que a negociação se enquadra agora no âmbito da negociação coletiva entre sindicatos e empregadores, com o objetivo de conseguir um novo acordo com o setor.

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