A grécia situa-se a seus parceiros a possibilitar um acordo do Eurogrupo

Na imprensa local, multiplicam-se as fugas europeias que apuntana que essa reunião não haverá uma oferta para o alívio da dívida.
O Governo de Alexis Tsipras colocou hoje aos parceiros da zona euro e as instituições credoras a possibilitar um acordo do Eurogrupo de 15 de junho, enquanto a imprensa local multiplicam-se as fugas europeias que apontam para que essa reunião não haverá uma oferta para o alívio da dívida.
“Nossos credores não têm nenhuma razão para adiar as coisas. Esperamos que cumpram com seus compromissos e apresentem uma solução clara que esteja à altura da situação, e cabe aos sacrifícios do povo grego”, disse hoje o escritório do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, em um comunicado.
A declaração veio depois que o escritório de estatísticas grega rever em alta os dados sobre a evolução da economia no primeiro trimestre.
De acordo com os novos dados, o produto interno bruto (PIB) cresceu 0,4% no primeiro trimestre, em vez do recuo de 0,1%, anunciado ainda em maio.
Segundo o Governo, esses dados refutam a imagem de “destruição” que apresenta a oposição conservadora e a imprensa afim dela, e confirmam que o “anelado crescimento chegou”.
Por esse motivo, enfatizou o Governo, é necessário que a economia receba um impulso definitivo para superar a crise.
O Governo de Atenas reclama um roteiro que defina claramente as medidas de alívio da dívida que se aplicam, uma vez finalizado o atual programa de resgate, em agosto de 2018, algo que é necessário para que o Banco Central Europeu acolhe a Grécia, em seu programa de compra de dívida soberana e para que o país comece a programar o seu regresso aos mercados financeiros.
A alemanha, que em setembro comemora eleições, não vê necessidade de definir já agora quais serão as potenciais medidas de reestruturação da dívida helena e considera que os problemas da Grécia radicam essencialmente na sua falta de competitividade.
Segundo relatam os meios de comunicação gregos, em um fórum econômico realizado em Berlim nesta quinta-feira, o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou que “a administração e a economia gregas continuam sem ser competitivas”, e afirmou que Tsipras chegou ao poder com a promessa de tributação dos armadores e nada aconteceu”.
O ministro assegurou, além disso, que Tsipras tem feito reformas sobre as costas dos mais fracos da sociedade.
“Não me culpem a minha a fraqueza estrutural do programa grego”, enfatizou.
As reações de Atenas não se fizeram esperar e, em uma entrevista com o canal privado de televisão Antenna, o porta-voz do Governo, Dimitris Tzanakópulos, colocou a Schäuble a trabalhar por uma solução “construtiva” no Final do dia 15.
“O senhor Schäuble faz bem seu trabalho, faz o que considera melhor para os interesses de seu país, mas eu acho que seria melhor que pare de colocar a culpa na parte grega, tendo em conta de que está provado quem teve a culpa de que no último Eurogrupo não houver acordo”, disse Tzanakópulos, quem convidou-o a trabalhar de forma “construtiva na negociação e permitir que haja uma solução a 15 de junho”.
Os meios de comunicação locais gregos sugerem que Tsipras está se preparando para um fracasso do Eurogrupo, pois deixou claro que não quer uma solução que só envolva o desembolso da tranche do resgate pendente e não inclua um programa para o alívio da dívida, e que tentará levar o debate ao Conselho Europeu do próximo dia 22.

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