A confiança do consumidor piora ligeiramente em maio

A confiança dos consumidores piorou ligeiramente em maio, em relação a abril, por uma pior avaliação da situação atual e das expectativas, mas ainda continua em valores semelhantes aos 2015, quando marcaram os mais altos da série histórica.
O Indicador de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado hoje pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), situou-se em maio, em 105,4 pontos, 1,3 m acima do mês anterior, por uma pior avaliação da situação atual (1,8 pontos a menos), assim como das expectativas (1).
No entanto, em relação com o mesmo mês do ano passado, a confiança melhorou 14,7 pontos, com uma melhor evolução das expectativas (13,5 pontos) e da situação atual (15,7 pontos).
Esses índices podem assumir valores que variam entre 0 e 200, de forma que, acima de 100 indica uma percepção positiva dos consumidores e abaixo de 100 uma percepção negativa.
Em cada um dos dois componentes, situação e expectativas, medem-se três variáveis: evolução geral da economia, mercado de trabalho e a avaliação da situação das famílias.
No detalhe, o índice de avaliação da situação atual era de 98,6 pontos, enquanto o de expectativas subiu para 112,1.
No capítulo de avaliação da situação geral pioraram todos os componentes, mesmo que em maior medida, 3,9 pontos, a evolução geral da economia, enquanto que a percepção das possibilidades do mercado de trabalho e a avaliação da situação dos lares, o fez de forma menos acentuada.
Quanto às expectativas, avançou a percepção das famílias (1,4 pontos e piorou a situação econômica e o emprego.
O CIS também mede as expectativas de poupança, com um aumento mensal de 3,6 pontos, assim como do consumo de bens duradouros, com um aumento de 2,4 ghz.
Frente a isso, aumentaram os temores de inflação, mas diminuíram as expectativas de crescimento da taxa de juro.
“Tanto os valores de consumo e de poupança, mas ainda estão longe dos máximos registados em 2005, aparecem já situados em valores anteriores aos anos de crise e, com ligeiras oscilações, se mantêm basicamente estáveis desde o primeiro trimestre de 2015”, diz o CIS.
Segundo a pesquisa do CIS que acompanha este índice, 14,1% acha que a atual situação econômica de sua casa é melhor do que há seis meses, acima de tudo, pela incorporação de um membro para o mercado de trabalho, o aumento dos rendimentos ou a melhoria de trabalho, contra 19,7 %, o que garante que a sua situação é pior, fundamentalmente pelo aumento dos preços.
O 43,3% dos lares afirma chegar a fim de mês e 17,8% ter que contrair dívidas ou lançar mão de suas economias, para cobertura do mês.
Não obstante, um 34,2 % afirma economizar um pouco e 4,2 %, bastante.
O CIS revela também que o 36,5 % dos entrevistados aponta que nenhuma pessoa em seu ambiente está desempregado, mas o 67,2 % acrescenta que a situação para encontrar um posto de trabalho é igual ou pior do que há seis meses.

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